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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Wrestling



A luta greco-romana, na verdade é um dos estilos praticados dentro da luta olímpica, que possui também o estilo livre. A diferença entre o estilo livre e greco-romano, é que no primeiro são permitidos ataques no corpo inteiro, e no segundo, apenas da cintura para cima. Basicamente a luta tem como objetivo derrubar seu adversário sem o uso de socos, chutes ou golpes traumáticos, e imobilizá-lo no solo com as costas encostadas. Por isso os atletas praticantes desta modalidade tem o desenvolvimento das capacidades motoras, raciocínio, agilidade, destreza, conhecimento corporal, força explosiva, isometria, flexibilidade, além de uma sociabilização e uma maior auto-confiança.

A história antiga conta que o homem primitivo, com um comportamento simples como o de um animal, começou a associar sua experiência e sua observação com a finalidade de desfrutar da própria força da natureza para sua sobrevivência, então teve que lutar para viver. De acordo com Auguste Comte, grande filósofo francês, para se entender uma idéia deve-se conhecer a história. A origem do Wrestling vem sendo feita desde que o homem começou a tomar consciência do mundo ao seu redor e começou a tentar entender as relações existentes neste mundo, e a desenvolver conceitos como o da causa e efeito. Gradualmente, começou-se a entender a importância vital das qualidades físicas e, particularmente, a habilidade de se saber derrubar, dominar, e contra-atacar em conflitos com outros seres humanos ou animais.
O desenvolvimento de movimentos artificiais (pegadas, quedas, domínios, fixação de base), dentro das possibilidades genéticas, foi uma das mais importantes descobertas da mente humana, e ao mesmo tempo, um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento intelectual que se seguiu para toda a humanidade.
Através do tempo o instinto de luta foi gradualmente crescendo e criou-se então a necessidade de se organizar treinos e competições de luta. Segundo os historiadores, tal organização começou para se proteger a vida e a saúde dos lutadores. A luta tradicional é o resultado de um processo universal e histórico, é parte integral da vida humana e seu dia a dia, e seu desenvolvimento multilinear e heterogêneo é resultado das condições sociais, nas quais a luta foi moldada.
Segundo famosos historiadores, todas as formas de arte de guerra, surgiram dos conhecimentos de Wrestling, partindo-se do princípio que uma arma nada mais é do que a extensão de seu braço ou mão, e ainda antes das armas serem desenvolvidas, os homens já se enfrentavam com as mãos limpas e somente com a coragem que possuíam.
A luta olímpica é considerada por muitos como a mãe de todas as lutas, porque surgiu com o homem, e esta técnica criada por ele era simples e com o passar dos tempos evolui, junto com a humanidade. Quando o Imperador Teodósio encerrou as Olimpíadas Gregas, a 394 D.C., terminava também ali uma das mais ricas etapas da história e do esporte. A luta esportiva surgiu no segundo milênio antes de Cristo, e fez parte de toda civilização egípcia, como mostra o afresco com 400 figuras na tumba de Benni Hassan - 2160 a 1780 a.C. Foi incluída no programa de disputas das Olimpíadas em sua 18a edição, no ano 708 antes de Cristo, sendo disputada em três categorias - adulto, pancrácio e adolescente. No mundo romano dos sete Reis, eram comuns as disputas de lutas. Um dos mais apaixonados pela modalidade, e que também mais praticava era o Imperador romano Nero, fazendo com que a luta de maior interesse era aquela entre gregos e romanos. O primeiro Imperador romano Augusto promovia, no Campo de Marte de Roma, combates de luta ao estilo das Olimpíadas. Os famosos gladiadores desta Era utilizavam a luta greco-romana em seus confrontos nas arenas.

Como pudemos ver, o Wrestling sempre esteve ligado com o próprio desenvolvimento e evolução da sociedade, sempre foi um símbolo de poder e virilidade para as pessoas, e sempre associado a uma forma de se aumentar a capacidade produtiva, melhorar a saúde e implantar o espírito de luta nos mais jovens.
O Wrestling, por ser um esporte bastante acessível, e por necessitar de pouco material para sua prática, se tornou um esporte natural e se desenvolveu mundo afora. Hoje em dia o Wrestling em seus estilos Olímpicos (Estilo Livre, Greco-Romano e Luta Feminina), vem sendo praticado nos quatro cantos do planeta, sendo reconhecidos e filiados à FILA 142 países.
Várias personalidades históricas famosas praticaram a luta , como: Alexandre “O Grande”, Sócrate, Pilates, Aristóteles, Platão, Lenin, Napoleão dentre outros.

Jiu-Jitsu



Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou "arte suave", nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.

A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.

Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.

Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.

Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.

Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.

De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.

Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.

Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.

Judô




Judô (português brasileiro) ou judo (português europeu) (柔道, Jūdō?, caminho suave, ou caminho da suavidade) é um desporto praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.1

O judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência dos principais estilos e escolas de jiu-jitsu, arte marcial praticada pelos "bushi", ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi olondrino Budokway (1918).

A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (quimono), que no judô recebe o nome de judogui e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogui que é composto pelo casaco (Wagui), pela calça (Shitabaki) e também pela faixa (obi), o judogui pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais.

Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.

Sua técnica utiliza basicamente a força e equilíbrio do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.